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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

IV

apesar de ter ficado muito magoada com o Muchu e ter dito que a nossa amizade tinha acabado. acabei por perdoá-lo, mas nunca mais falámos. hoje recebi uma chamada dele:
- então oh desaparecida?
- olha quem fala.
- também tens o meu número.
- mas tu és rapaz.
- oh, que vais fazer hoje de tarde?
lá fomos sair, nós mais o Yao. o trio maravilha voltou ao ataque, e eu confesso, apesar de tudo, já tinha saudades de estar com eles e não parei de rir a tarde toda. todos merecemos ser perdoados.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

III

Lembro-me de à uns anos estar a vir da escola com o meu grupo de amigos e o Yao estar muito mal disposto, e nesses dias a maneira que ele utiliza para soltar a raiva é bater na primeira pessoa que se meta com ele, ou seja ninguém se mete com ele nesses dias, ninguém excepto o Pumba! o Yao pelo caminho vinha a bater com uma bola pinchona no chão. O Pumba teve a excelente ideia de lhe tirar a bola e partir a bola ao meio (coisas de miúdos). O Yao, apesar de ser boa pessoa (juro-vos que é.), tem um grande defeito que é não se saber controlar e naqueles dias menos bons leva tudo para a pancadaria, então ele agarrou no Pumba e atirou-o contra um portão de uma garagem. Parou por ai, porque ele apercebeu-se que eu e a minha melhor amiga (as únicas raparigas do grupo) não estavam a achar muita piada e porque no fundo eles eram amigos. Só que o Pumba teve a infeliz ideia de lhe chamar em alto e bom som "Filho da Puta". Nesse preciso momento vejo a mãe do Yao a virar a esquina com ar de chateada e "dá grande chapada" ao Pumba dizendo "Ficas a saber que a mãe dele não é puta nenhuma, é uma mulher trabalhadora que ainda agora veio de limpar duas casas". Eu sei que não devia mas cada vez que eu e a minha melhor amiga nos lembramos disso desatamos-nos a rir, porque no fundo aquilo pensando bem até foi engraçado, quem é que iria adivinhar que a mãe do Yao iria aparecer naquele preciso momento em que lhe estão a chamar puta? Vocês não estão mesmo a imaginar as nossas caras ao ver a senhora aproximar-se. É que ninguém a viu, aquilo foi numa curva e ela ao fazer a curva ouviu. Coisas de miúdos, mas confesso que nunca mais me esqueci desse episódio.